Quatro (mil, anos)
22/07/2010
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Toríbio Herculano tem um nome bom demais para ser real, ainda mais se ostentar no sobrenome alguma coisa como, digamos, Cachoeiro. Toríbio Herculano Cachoeiro, se existisse, seria torcedor do Grêmio, teria uns dezoito ou dezenove anos e manteria uma carteirinha de sócio do clube. Carteirinha do plano que não há mais, aquele que garantia entradas gratuitas no estádio até o fim dos dias, e para o qual era preciso pagar uma joia – no tempo em que era jóia, com acento. Toríbio viu o valor da mensalidade dobrar desde que entrou nos quadros sociais do clube, ouviu os boatos de que perderá seus direitos na futura Arena, mas, por não possuir responsabilidades muitas e manter algum ânimo de ajudar o Grêmio, continuou firme. Exibia até com algum orgulho a data da matrícula: dezessete de agosto de 2006, um dia depois de o Inter ganhar a Libertadores da América – “não me mixei”. (ilusiona un poquito más)